Tribo das Letras


08/09/2006


O Pior do melhor.
 
     Pense rápido! Quem são os melhores alunos da sua sala? Quem os rotulou de "melhores"? Você é um deles? Quer ser um deles?
     Antes que você responda, medite um pouco na origem dos conceitos "melhor" ou " pior". O que torna uma coisa melhor do que a outra? Quais os critérios usados para a construção do rótulo "melhor"?
     Imagine que você possui uma caneta e é feliz com  ela. Entretanto, vê o anúncio de um novo modelo com câmera filmadora, com capacidade de tirar fotos digitalizadas e até mesmo com acesso rápido a internet. Você percebe que o seu modelo é ultrapassado. Ainda escreve bem, mas o  outro é "melhor". Este conceito de melhor é sustentado pelo consumismo atual. Eu não preciso de  outra caneta, mas sou levado a achar que o modelo "melhor" é indispensável para a minha vida.
     Este mesmo conceito aplicado às pessoas é que vai gerar acepção e diferenciação. Pense bem! Pra quem o professor vai dar mais atenção: para os melhores ou para os piores alunos? E você? Vai querer formar equipes de estudos com os melhores ou com os piores?
     Percebeu o quanto somos preconceituosos? A atitude adequada é olhar todos como iguais. E não somente agora, mas durante toda a vida. E isso não é fácil. É preciso uma educação individual e uma vigilância constante. Esse conceito de "melhor" é usado pelo sistema dominante para gerar exclusão e competição que na maioria das vezes é desigual.
     A verdade é que não somos melhores. Não existe melhor. Temos saberes diferentes que podem se tornar iguais.
                                        Pense nisso.
 
Gilberto cardoso, professor da Escola Padre Maurício.

Escrito por Gil Nunes às 11h23
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03/09/2006


 A escola que não cola.
 
     O que você faz  sentado aqui? Só ouve? Alías, ouve? Produz idéias? Reproduz idéias? O que fazemos na escola? O que a escola faz em nós? É importante pensar no assunto porque  a maioria das pessoas passa  um tempo considerável " sentado nos bancos escolares" sendo ensinados. Ensinados? Não seria direcionados?.
     Para entender o problema , é preciso conhecer o conceito de "escola". Na cabeça de muita gente, escola é " o lugar onde vou receber ensinamentos". Observe bem: receber ensinamentos!   Nessa visão subentende-se que se vou receber é porque ainda não tenho. E o professor, símbolo maior do conhecimento e "dono" da informação,  é o centro do ensino. Mas, isso é ensino? Isso é escola?
     A palavra "educação" quer dizer " colocar para fora aquilo que  está dentro de alguém". Educar é ajudar alguém a desenvolver algo que ele já possui. Não é ensinar regrinhas pré-estabelecidas ou conceitos superficiais. Também não é levar alunos  a alcançarem médias padronizadas por um sistema educacional que visa mais  a quantidade do que a qualidade, notas boas do que aquisição de conhecimento..
     A escola que ensina a reprodução de pensamentos é ideal para manter um sistema desigual gerador de miséria. Somos mantidos aprisionados em um sistema  educacional que fecha a visão  das pessoas. Lembra?  É o já famoso " estudo pra seletivo"  É a centralização das matérias essenciais e desvalorização de  outras. Não querem que você saiba, mas a revolução começa nas escolas.
     É necessário voltar a pergunta inicial: " o que você faz sentado aqui?"  Este é o ponto principal. A visão que você  tem da escola  é que vai guiar sua conduta de vida. A escola que produz pensamentos não vai te dar respostas prontas. Vai te ajudar a  fazer perguntas. A entender o que está por trás  da "realidade" que nos é apresentada.  É  este tipo de escola que devemos tentar construir. Entendeu? Nós  devemos construir.  Não depende só do professor. Você é peça fundamental também. Questione, discuta,pergunte, informe-se, critique, participe, construa, compartilhe ensinamentos.  Esse tipo de escola que reproduz idéias do sistema dominante não cola. Ou pelo menos não deveria colar na mente de quem realmente quer mudar o quadro triste que temos no país.
           Pense Nisso.
 
 
Gilberto Nunes, professor de Língua Portuguesa da Escola Padre Maurício

Escrito por Gil Nunes às 13h42
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 Venha para o P.D.C.
 
     Seguinte: O Maranhão está no rumo certo, nosso município caminha para o progresso e o país finalmente entrou num verdadeiro processo de mudança. Pronto! Agora vamos repetir isso várias vezes até virar realidade. Não! Eis uma idéia melhor: apenas mentalize o que você leu acima. Tenha pensamento positivo  e num passe de mágica o sonho vira realidade. Peraí, e se não virar? Bem, então é necessário ver o que não querem que você veja. O Maranhão continua debaixo dos mandos e desmandos de um mesmo grupo político oportunista, ganancioso, que apóia todo governo que vai beneficiá-lo. E a mesma visão temos no município. Asfalto é bom, mas não é tudo. O negócio é que obras faraônicas dão Ibope e são um belo painel de trabalho. No Brasil, as obras públicas funcionam assim: se não super-faturadas ,são super-valorizadas. Não investe-se em algo duradouro, como a educação. Educação não dá ibope. Traz é dor de  cabeça. Já  imaginou? Como vão ludibriar um povo educado? Por isso gasta-se  reais em propagandas, músicas, campanhas. Tudo para acreditar que as coisas estão melhorando. E se eu achar que  tudo está bem, porque vou querer mudar? Vamos lá. Seja um chato. É melhor do que ser mula, que carrega nos lombos as trapalhadas do Lula.
     Formemos um partido. O P.D.C.( Partido do Contra). Não vamos ter plano de governo. Seremos apenas contra tudo o que está aí. E  quando repararem na gente, começaremos a emitir opiniões. Se não tivermos nenhuma, paciência. É melhor calar do que falar demais. O PT está aí pra servir de exemplo.
 
Gilberto Nunes, professor de língua portuguesa

Escrito por Gil Nunes às 13h05
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02/09/2006


 Porque nesse jogo você sempre vai perder.
 
     Ano após ano, discurso após discurso, uma  mensagem é transmitida: " é possível mudar a nação através do voto". E isso é verdade. Mas não é realidade. E da maneira como estamos indo, nem vai ser. Temos uma estrutura político-social deficiente, que gera desigualdades. E não adianta prometer planos  de governos maravilhosos se as " regras do jogo" sempre irão beneficiar a minoria que detém o poder. É triste ver nos olhos dos brasileiros sofridos deste país o brilho da esperança depositada em algum político pilantra que representa a mesma e velha estrutura monopolista que torna o Brasil campeão em desigualdades sociais.
     E nosso Estado? A oligarquia manda e desmanda. manipula informações. Compra a "oposição". E a própria usa o discurso da "mudança já." Mudança? Mudar o quê? A mudança não ocorre. Aqui existe uma troca de posições. Troca-se um representante político descomprometido com o povo por outro da mesma espécie. É preciso entender que eleição no Brasil é uma grande farsa. Não é feita com o objetivo de transformar alguma coisa. Serve apenas para manter a estrutura do país do modo com estar. Os mesmos politicos que roubam a nação sustentam a idéia das eleições como instrumento de  mudança social. Entretanto, não permitem que a educação chegue até a população. Impossibilitam a construção de um povo consciente, capaz de  compreender as mensagens por trás dos belos discursos proferidos nas propagandas políticas. 
     E desse modo quem sempre perde é o povo. Que acredita nas mesmas palavras repetidas eleição após eleição. Mas também, como não acreditar? Em um sistema político onde a propaganda ocupa o lugar das idéias, as pessoas são facilmente conduzidas a fazer o que os "donos do poder" querem. É por isso que você sempre perde. As regras são injustas. Favorecem só um lado. o menor e mais forte. O lado que monopoliza o dinheiro. Dinheiro que é de todos e poderia servir para todos, mas permanece guardado na conta de alguns.
                                             Pense nisso!
 
Gilberto Nunes, professor de língua portuguesa.  

Escrito por Gil Nunes às 13h32
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01/09/2006


Um conto curto para alongar sua mente.

 

Cultura e Brasil não conseguiam se entender. Viviam brigando. Não entravam em acordo sobre nada. Então, Brasil resolveu radicalizar. Seguiu os conselhos do Tio Sam e arranjou uma gringa como amante. O romance foi meio difícil no começo e passoua ser insuportável com o passar dos meses. A gringa era muito mandona. Mandava no Brasil e ditava seus costumes.
A Identidade Nacional foi a primeira a deixar Brasil.Sentiu-se traída, abandonada. Sem identidade, Brasil afogou-se ainda mais nos braços da amante. Entretanto, o romance incomodava muita gente. Velho Mundo, esperto como ele só, ofereceu a Brasil seus dotes preciosos. E Brasil aumentou sua lista de amores. Chegou o dia em que Cultura não conseguiu mais disfarçar. Jogou na cara do Brasil seus casos extra-conjugais. Brasil negou, é claro. Mas como negar o que todos estão vendo? Cultura não aguentou e deixou Brasil.
Sem Cultura, os filhos do Brasil ficaram sob a tutela da gringa. E Tio Sam conseguiu o que queria: expandir seu império de influência. Em algum lugar da mente, Brasil sabe que está sendo enganado. Sabe que quem o USA não o ama. Mas Brasil perdeu o ânimo sem Cultura. Seus filhos abraçam Tio Sam e suas idéias. E ouvem contos pra moldar as mentes.
E Cultura? Está em algum lugar por aí, esperando que um de seus filhos a encontrem.

Gilberto Cardoso, professor de língua portuguesa da escola Padre Maurício

Escrito por Gil Nunes às 22h08
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 Não é dar presente. É ser presente.
 
 
     "Qual o seu problema?". " O que estar acontecendo contigo?". "Você é importante pra mim". " Eu te amo". Quando foi  aúltima vez que você ouviu alguma dessas  frases? Elas são presença  constante em tua vida? Infelizmente não são pra muitas pessoas.  E o problema começa na relação pai e filho. Há um abismo no meio das famílais brasileiras. pais intolerantes, filhos replicantes. Essa atitude extermina o o diálogo na família. Não é o simples ato de conversar. Mas sim,  diálogo. Onde eu ouço, mas também eu falo. Onde eu posso falar de mim. De meus  acertos. E dos meus erros também. Sem medo de ser punido porque falei a verdade, porque abri o coração. Essa  é a relação familiar que devemos tentar construir.
     "Ei, mas meu pai não me entende!". Pode ser! Mas quem pode entender, se não há quem explique? O problema  é grave e se não for tratado agora pode gerar mágoas futuras. Ou seja, você oferece aquilo que recebeu. A tua relação com teus pais hoje é um espelho da  relaçãocom teus futuros filhos. E então, você quer repetir os erros ou propagar os acertos? É verdade que a  mudança não depende só de você, mas o primeiro passo pode ser seu.
     Dialogue com seus pais. Não há pessoas que te amem mais do que eles. Pode até não parecer. Eles podem ser "chatos",  vivem pegando no seu pé. Mas por trás dessas atitudes, existe um amor  maravilhoso que direciona sua vida e é o alicerce  de uma sociedade melhor. Pense nisso e dialogue com seus pais. Pode até não parecer, mas eles estão esperando.
 
Gilberto Nunes, professor  e futuro pai de Leandro Vitor

Escrito por Gil Nunes às 19h24
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Presidente também chora. E o povo?


As lágrimas de Lula são tocantes. Tocam no fundo da barriga de milhões de brasileiros,vítimas da miséria, da fome. Brasileiros que, infelizmente, por não terem acesso a uma educação de qualidade são levados a acreditarem em tudo o que o governo diz. E o governo tem dito muita coisa atualmente. Os discursos do presidente são a piada do ano. Dá pra acreditar neles? É mais fácil acreditar no Papai Noel. O bom velhinho, ao menos, só aparece uma vez por ano. Já Lula tem sido onipresente pra tentar limpar a imagem do governo. A questão é que tal limpeza não deveria ser necessária. O pior do atual governo é que ele não é atual. É o mesmo do passado. Só mudaram as letras do partido, mas as políticas públicas são as mesmas. E , para mantê-las, o presidente assumiu de vez a capa do populismo. Agora quer estar perto do povo. Inaugurando obras, programas sociais e , se preciso for, até mesmo em batizado de cahorro. Já chorou até ao lembrar da mãe. Algo normal. Natural. Entretanto, quantas mães choram pela morte dos filhos, quer pela violência social ou pela miséria, por causa dos governos que já tomaram as rédeas do país?
O presidente chora. E o povo mais ainda. Eles choram de fome, por causa da falta de esperança, poruqe não tem perspectiva de futuro. Lula vai continuar discursando. Denúncias vão continuar surgindo. Lágrimas presidenciais ainda vão rolar. E o povo? Adquiriu uma nova função: enxugar as lágrimas presidenciais com a força do voto.


Gilberto Nunes, professor de língua portuguesa

Escrito por Gil Nunes às 10h33
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Cheque o mate!

Obs: Este texto se refere a acontecimentos do ano de 2004. Ano da última eleição pra prefeito em nossa cidade. É um texto antigo, mas a mensagem continua atual.

Somos peões em um imenso tabuleiro. Mesmo que não vejas as outras peças, elas estão do seu lado. O REinaldo controla as jogadas. Ou acha que controla. Usa os peões para manter-se no poder. Porém, todo peão tem seu dia de glória. E aqueles que ensinam resolveram protestar. Questionaram as jogadas do Rei. Sairam pelo tabuleiro a gritar: "Por que só os peões morrem jovens?" As Torres das Leis tentaram acalmar a revolta, mas o pensamento dominante era que peões unidos, jamais serão comidos. O Bispo de saias, que já foi Rei um dia, aproveita-se da situação. Convoca, no Mirante de todo dia, uma revolta ao reinado de REInaldo. Os Cavalos, políticos como ele só, esperam o resultado da peleja. Só querem mais grana para satisfazer sua gana. E no meio do jogo, racham uma ponte. Aponte-se os culpados. Mais problemas para o REInaldo. Dama Tavares tudo observa, mexendo as cordinhas que movem o Rei. E o jogo não pode parar, ou darão adeus ao caviar. Novas peças querem entrar no tabuleiro. Palácios e Castelos são todos iguais. E um genro que diferença faz? O peãozinho vermelho, revolucionário no passado, hoje beija a mão do sistema e diz "obrigado". E o tabuleiro ateniense continua na mesma.
Porém, o jogo é universal. Em outros tabuleiros, peões mendigavam em busca de uma função. Foram atacados, sem dó, nem perdão. O governo vermelho diz que o tabuleiro é de todos. Mas que todos? Nos jogos Olimpikus, no tabuleiro grego, o Rei gringo continua em alta. O cacique tupiniquim tenta fazer bonito, mas como derrotar metralhadoras usando apenas flechas? E sem pontas!     Pelo menos, no Lumiar do nosso tabuleiro, as coisas não andam mal. Na verdade, não andam. O REIberto, dono das regras atuais, move suas peças para continuar onde estar. A "Oposição" muda de posição ao cheiro das verdinhas. Os peões não podem reclamar. Estão ocupados na coreografia dos showmícios. Outros jogadores querem entrar no tabuleiro. Pregam a mudança, mas sem mudar as regras do jogo, o sistema. Uma mudança que não muda pra deixar as "peças " mudas.
Você é uma peça do tabuleiro. Um pequeno peão que pode virar rei.
Cheque o Mate quando ele vier sobre você. Pode ser mais uma jogada pra tirá-lo do jogo. pense antes de desenvolver o lance da sua vida. E lembre: Os Reis dominantes sempre dirão que pensar é prejudicial à saúde. À saúde deles, é claro!

Gilberto Nunes, professor de língua portuguesa e amigo de Daniel.

 

Escrito por Gil Nunes às 10h30
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Dando língua pro povo !

Durante muito tempo, a Terra foi o centro do universo. Durante décadas, o criacionismo fincou os pés como única alternativa possível para explicar o surgimento da vida no planeta. Entretanto, o avanço da ciência ofereceu outras formas de ver o mundo. então por que no que se refere à língua, prevelece a visão de que as pessoas não sabem falar, que falam quase tudo de forma errada? Por que as ciências da língua não avançaram em suas descobertas eliminando o conceito de "erro?"
Para entender o problema, é preciso compreender as causas. Existe um processo de dominação ideológica por trás da idéia de " que falamos tudo errado". Tira-se do indivíduo um bem íntimo, precioso: a capacidade, o direito de expressão livre. E mais: como na cabeça de muita gente aquilo que é errado é ruim, não presta, acaba-se destruindo a auto-estima daqueles que não falam segundo o padrão estabelecido. Estabelecido por quem? Pelos "donos do poder, que não desejam que o povo cresça, se desenvolva. É mais fácil conduzir o rebanho que estar conformado com a sua situação.
O governo não dá educação, saúde, alimentação, lazer de qualidade pra pessoas. Mas língua, ele quer dar. È importante pensar no assunto e mudar nossa visão para que não sejamos vítimas daqueles que se consideram donos de todo conhecimento.
Não aceite os preconceitos linguísticos que afetam nosso povo e nem os alimente. Desenvolva sua capacidade linguística diariamente e aprenda o prazer de uma comunicação eficiente.
Não aceite a língua que te oferecem constantemente. Você já tem uma. E sabe usá-la muito bem!

Gilberto Nunes, professor e estudante de Letras da UFMA

Escrito por Gil Nunes às 10h12
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A primeira vez de Grazi.

Ela sempre esperou por isto. Achou que já tava na hora, que era o momento ideal. Então, o medo surgiu. Será que ia gostar, que ia saber fazer tudo certinho? E se algo desse errado?Poderia ficar com algum trauma. Era um momento de grande dúvida. Afinal, era a sua primeira vez. Não queria errar. Escolheu o mais bonito, o que tinha um melhor acabamento. Já tinham se visto antes. Já haviam trocado alguns "olhares". Ele parecia o par perfeito. E realmente era. Parecia que ele a conhecia de longa data. Tinha sempre uma palavra de conforto, de carinho. Ele a fazia rir , chorar, amar. Foi uma inesquecível primeira vez. Mas como dizem, o que é bom dura pouco. A relação chegou ao fim. E ela não ficou triste não. havia descoberto uma grande fonte de prazer e sabia onde tinha mais. E foi atrás de outro. E outro. E não parou mais. Hoje, ela está com dois ao mesmo tempo. E sabe dividir seu tempo, dedicando a devida atençaõ a cada um. Cresceu com estes relacionamentos e tornou-se mais feliz. Grazi conheceu o prazer. O prazer da leitura. Prazer que só um bom livro traz para aquele que o procura. Você também pode sentir o mesmo. Há bons livros perto de você. São amigos que podem lhe ensinar várias coisas. Basta que você os abra e inicie uma relação que só lhe trará benefícios. Talvez, sua primeira vez com um livro já tenha acontecido. Ou talvez, ainda não. Seja como for, chegou a hora! Hora de conhecer um livro e o prazer que ele dá.


Gilberto Cardoso Nunes, professor de Língua portuguesa da Escola Padre Maurício e aluno do curso de Letras da UFMA

Escrito por Gil Nunes às 10h08
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Programando a Imaginação. Imaginando a Programação
Em algum ponto do universo, ela brotou. Primeiro, discretamente. Meio tímida. E rapidamente espalhou-se. Criou um mundo. Seu mundo. Um lugar das idéias. Um lugar onde tudo se cria, nada se copia. A imaginação nasceu e estava sedenta. Queria habitar em outras moradas. Outras mentes. Em todo o planeta, via-se uma época de desenvolvimento, crescimento. E isso não era bom. Não era bom pra aqueles que detinham o controle. Era preciso mudar o canal. Apagar a programação que não tinha sido programada. TV não é pra se vê. Não! Ela é que vê você. Sabe do que você precisa, do que você precisa, do que você gosta , quem você é. Sabe a receita do sucesso. E como conseguir sua atenção.
E começou uma batalha cujo prêmio é a mente. A luta foi árdua. Imaginação de um lado. Reprodução de outro. Einstein disse certa vez que “ a imaginação pode levar você a qualquer lugar”, mas o sistema dominante diz que “ qualquer lugar é este lugar”. Por isso a nação ficou tão estagnada. Estão tentando barrar o caminho da imaginação, da criatividade. É um controle tão bem controlado que você nem o percebe. Repete idéias, conceitos, ideologias pré-estabelecidas por aqueles que estão com o controle da programação nas mãos.
É preciso mudar o roteiro deste filme. Só assim, o final dele pode ser feliz. A imaginação, a criatividade, a criação devem ser resgatadas do lugar escuro onde a colocaram. A produção de idéias deve ser estimuladas constantemente. Observe a programação que lhe oferecem. Nela, existe espaço para suas idéias, para suas opiniões? Ou há apenas uma norma a ser seguida, um padrão a ser obedecido? Pense. Quando Morfeu vai despertá-lo da Matrix? É difícil acordar, mas a dura realidade te espera.


Gilberto Nunes, professor de Língua Portuguesa e estudante de Letras da UEMA.

Escrito por Gil Nunes às 10h02
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" Coação de estudante..."
A onda do momento é apoiar os movimentos estudantis. Sua carreira política não vai bem? Apóie os estudantes. Sua imagem de político honesto foi arranhada? Não tem problema. Financie festividades para os estudantes. Eles são de grande utilidade. São novos. Dispostos a lutar por uma causa ( ainda que não a conheçam direito). São fáceis de serem comprados. Os estudantes são a solução para a crise política do país. Pelo menos, é o que muita gente acredita. A maior parte do movimento estudantil não é estudantil. É político. Em vez de lutar pela educação, anda segundo os ditames do patrão. Um bom exemplo é a postura da UNE ( União Nacional dos Estudantes). O atual governo conta com o apoio dela. O mesmo governo que gasta bilhões em pagamento de juros da dívida " eterna" trata a educação de maneira vergonhosa. E o quê isso tem a ver? Simples. Movimentos estudantis devem lutar pelos estudantes, sendo automaticamente contra as medidas do governo, que geralmente não são em favor daqueles que realmente precisam. Os estudantes tem uma história de luta no país. História que é manchada pelas ações de grupos políticos manipuladores, que pensam no proveito próprio e não no bem da coletividade.
No Maranhão, é claro, não é diferente. Ou você já esqueceu do sumiço do dinheiro da UMES, que estava guardado em cofre? Parece brincadeira, mas isso é o mínimo. O que dizer de um movimento estudantil que é apoiado por políticos que no passado foram contra a melhoria da educação no estado? Dá pra confiar? Caro estudante, não se UNE. Não caia nos costUMES dos grupos estudantis. E neste caso, não AME tudo o que vier pela frente com o rótulo de " em defesa dos estudantes". Lute por seus direitos, mas antes pense direito.

Gilberto Nunes, professor e estudante de Letras da UEMA

Escrito por Gil Nunes às 09h58
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27/08/2006


As crônicas do Mara: os laranjas, o mirante e a cafeteira. 

     Em uma  terra não tão distante assim, um jogo de poder inicia-se. A cadeira do trono está vazia. Ou quase. O atual REInaldo não tá com a bola toda. Puxou o tapete da Poderosa, aquela cujo-nome-não-deve-ser-falado. Mas ela está de volta. Com mais Gana. Com mais Grana. Disposta  a voltar ao comando. Para tanto, precisava de auxílio. Procurou um considerável artefato de poder: a antiga cafeteira. A mesma que no passado a desprezou. Mas não há roteiro que não mude pela força do dinheiro. Aliança formada. Luta iniciada. Os alicerces da realidade foram abalados. Ou melhor reestruturados. O debilitado castelo Mirante, abandonado pelo traiçoeiro REInaldo, foi restaurado. É a sede do poder daquela cujo-nome-não-deve-ser-falado. Com um pomposo castelo à  disposição, uma luta ideológica é travada. Mas é necessário mais pra ganhar. Ganhar é pouco. O que se quer é monopolizar. É preciso acabar com qualquer tipo de futura resistência. E um plano é traçado. Laranjas são plantados. São doces, agradáveis, atraentes ao povo. E servem pra dividir as forças adversárias. O plano segue conforme o planejado. E no reino do Mara, nuvens negras pairam no céu. E parecem que não vão sair.
     Até que...antigos habitantes, imunizados aos discursos daquela cujo-nome-não-deve-ser-falado, resolvem se unir. Recusam as graças do REInaldo e não são submissos à Poderosa. São poucos e taxados de loucos. Mas a epidemia se espalha. E chega no meio do povo. E o povo sai no meio. Das ruas. Das escolas. Das praças. Todos gritando: " A realidade não é essa. Vamos descobri-la." E eles foram. E até hoje tentam. A luta não acabou. E pode mudar a vida. Os poucos que gritam sabem que suas vozes poderão ser  abafadas. Mas nunca apagadas. E a mensagem de libertação sempre será anunciada. Até mesmo por meio de crônicas. Como esta que você acabou de ler.
 
    Gilberto Nunes, professor e estudante de Letras da UEMA.

Escrito por Gil Nunes às 13h11
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26/08/2006


 O canto dos encontros e encantos  de uma vida passageira.
 
     A vida não  anda. Corre. E nessa correnteza, perde-se um de sua beleza. Culpa-se o mundo. Culpa-se a vida. Mas ela continua  a correr. E a proporcionar encontros. Que nunca são acidentais, meras obras do destino. Mas fazem parte de um esquema universal. Cada encontro tem seu encanto. E cada encanto seu ponto de encontro. Sendo a  vida passageira, os encontros também o são.  Mas o canto do encontro é eterno. Nele reside a força da amizade, a eternidade do amor.
     Os desencontros  tentam tirar  o encanto dos encontros. São inutéis tentativas, pois o encanto encantou-se com o encontro,  produzindo um canto encantador.  Mas, ainda assim, a vida é passageira. Determinada a seguir seu rumo. Incansável em sua caminhada , até que o descanso final a alcance. Em compensação, seu encanto é eterno.
     Toda amizade nasce como fruto do encanto de um encanto. Não serão simples desencontros, que irão desencantá-la. O canto dos encontroos mostra seu indispensável amor. O encanto em cada encontro fortaleceu nossa irmandade.
     E a vida? Continua sendo passageira...!
     Não perca tempo, irritando-se com os desencontros que surgiram, surgem e irão surgir. Viva os encantos dos encontros. São eles que fazem  a vida valer o ato de ser vivida.
                                                                                              
 Gilberto Nunes, professor e estudante de Letras da Ufma

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Escrito por Gil Nunes às 12h51
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25/08/2006


 Se não fosse o soldado...
 
     "... A paz queremos com fervor.A guerra só nos causa dor..."
 
     Gênio. A pessoa que escreveu este trecho do hino do soldado é um tremendo gênio. Nunca uma música retratou tão bem a realidade daqueles a quem ela se refere. Numa guerra, quem vai pra linha de frente é o valoroso soldado, que é sempre o primeiro a morrer  e o último a ser lembrado. Datas como a de hoje servem pra exaltar  o "amor pela pátria", mas esquecem de dizer que a pátria tem "amos". Senhores da guerra que ficam em seus gabinetes traçando planos de batalhas, enquanto soldados  vão pro campo, derramar  o sangue que servirá para estabelecer, geralmente, o domínio de uma nação sobre outra. Infelizmente, isso acontece porque a "indústria da guerra" movimenta enormes quantidades de dinheiro  no mundo. A guerra gera lucros e por isso é constantemente alimentada. E no final da batalha, quem se dá mal mesmo é o soldado, que morre distante  da família, dos amores, do lar. Movido por um sentimento de "amor à pátria". Levado a resolver com armas conflitos que  em sua maioria poderiam ser solucionados no campo político. Entretanto, é isso que os governantes querem: pessoas que lutam no lugar deles, enquanto os mesmos estão se beneficiando dos prazeres que o poder oferece. E é claro que os soldados devem ser  lembrados, mas não como aqueles que morreram  em uma guerra desnecessária ( se é que existe " guerra necessária" ) e sim, como seres humanos que tem um  valor imenso e não deveriam dar a vida, enquanto os comandantes protegidos em seus escritórios elaboram novos e práticos  jogos de guerra.
                          Pense nisso!
 
 Gilberto Nunes, professor de Língua Portuguesa

Escrito por Gil Nunes às 11h00
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