Tribo das Letras


26/08/2006


 O canto dos encontros e encantos  de uma vida passageira.
 
     A vida não  anda. Corre. E nessa correnteza, perde-se um de sua beleza. Culpa-se o mundo. Culpa-se a vida. Mas ela continua  a correr. E a proporcionar encontros. Que nunca são acidentais, meras obras do destino. Mas fazem parte de um esquema universal. Cada encontro tem seu encanto. E cada encanto seu ponto de encontro. Sendo a  vida passageira, os encontros também o são.  Mas o canto do encontro é eterno. Nele reside a força da amizade, a eternidade do amor.
     Os desencontros  tentam tirar  o encanto dos encontros. São inutéis tentativas, pois o encanto encantou-se com o encontro,  produzindo um canto encantador.  Mas, ainda assim, a vida é passageira. Determinada a seguir seu rumo. Incansável em sua caminhada , até que o descanso final a alcance. Em compensação, seu encanto é eterno.
     Toda amizade nasce como fruto do encanto de um encanto. Não serão simples desencontros, que irão desencantá-la. O canto dos encontroos mostra seu indispensável amor. O encanto em cada encontro fortaleceu nossa irmandade.
     E a vida? Continua sendo passageira...!
     Não perca tempo, irritando-se com os desencontros que surgiram, surgem e irão surgir. Viva os encantos dos encontros. São eles que fazem  a vida valer o ato de ser vivida.
                                                                                              
 Gilberto Nunes, professor e estudante de Letras da Ufma

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Escrito por Gil Nunes às 12h51
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25/08/2006


 Se não fosse o soldado...
 
     "... A paz queremos com fervor.A guerra só nos causa dor..."
 
     Gênio. A pessoa que escreveu este trecho do hino do soldado é um tremendo gênio. Nunca uma música retratou tão bem a realidade daqueles a quem ela se refere. Numa guerra, quem vai pra linha de frente é o valoroso soldado, que é sempre o primeiro a morrer  e o último a ser lembrado. Datas como a de hoje servem pra exaltar  o "amor pela pátria", mas esquecem de dizer que a pátria tem "amos". Senhores da guerra que ficam em seus gabinetes traçando planos de batalhas, enquanto soldados  vão pro campo, derramar  o sangue que servirá para estabelecer, geralmente, o domínio de uma nação sobre outra. Infelizmente, isso acontece porque a "indústria da guerra" movimenta enormes quantidades de dinheiro  no mundo. A guerra gera lucros e por isso é constantemente alimentada. E no final da batalha, quem se dá mal mesmo é o soldado, que morre distante  da família, dos amores, do lar. Movido por um sentimento de "amor à pátria". Levado a resolver com armas conflitos que  em sua maioria poderiam ser solucionados no campo político. Entretanto, é isso que os governantes querem: pessoas que lutam no lugar deles, enquanto os mesmos estão se beneficiando dos prazeres que o poder oferece. E é claro que os soldados devem ser  lembrados, mas não como aqueles que morreram  em uma guerra desnecessária ( se é que existe " guerra necessária" ) e sim, como seres humanos que tem um  valor imenso e não deveriam dar a vida, enquanto os comandantes protegidos em seus escritórios elaboram novos e práticos  jogos de guerra.
                          Pense nisso!
 
 Gilberto Nunes, professor de Língua Portuguesa

Escrito por Gil Nunes às 11h00
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22/08/2006


Homens de Deus.
     Estaria no meio evangélico o governante ideal  para esta nação?
     Tendo em vista aqueles que já se levantaram almejando ao cargo  maior da política  brasileira e defedendo uma campanha dentro dos designios divinos, chega-se a uma  conclusão negativa `a  pergunta  inicial. A manipulação de massas é apenas uma  das várias  maneiras errôneas do uso da fé sobre indivíduos facilmente influenciáveis. O líder espiritual focaliza determinado determinado candidato, taxando-o de como "escolhido do Senhor" ou "Servo do Diabo", sendo em seguida aclamado como profeta de Deus que trouxe a orientação adequada ao povo. Tudo por causa de um planejado jogo de interesse que guia, que guia a política evangélica brasileira.
     É claro que há exceções. Mas em sua maioria, o erro tem prevalecido como marca da administração dos "Homens de Deus". Tome-se como exemplo, o "Garotinho" carioca com seu populismo peculiar em sua caminhada rumo à Brasília.  O assunto requer devida  atenção porque,  em tempos eleitorais, igrejas são um grande palco pra propaganda política gratuita disfarçada em mensagem de fé fraternal.
     E Deus? Talvez esteja indeciso entre tantos homens ungidos para apoiar. Ou Talvez, esteja cansado de tantos especuladores proferirem palavras em seu nome,  sem O próprio dizer coisa alguma.
 
                        Gilberto Nunes, professor  da Escola Padre Maurício.
 

Escrito por Gil Nunes às 19h59
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 I don't speak português! ( Ou pelo menos dizem que não.)
 
     Há um preconceito linguístico enorme no país. Uma visão de que não sabemos falar português e, quando falamos, ainda massacramos a pobre língua. Entretanto, é craro que iço não é verdade. A diversidade linguística deve ser levada em conta ao se estudar a língua. Os que falam um português "errado", na verdade estão se comunicando por meio de uma variação da língua, diferente do padrão gramatical. A norma gramatical é uma, mas não a única faceta da língua. Entretanto, milhões de brasileiros acreditam cegamente que falam errado, que não conhecem a língua do país em que nasceram. Pertencem as classes pobres, desprovidas de saúde, infra-estrutura, educação de qualidade. Há algum probrema niço? Vários, mas o principal é o político-social.
     Pense. Os pobres são os que falam "errado", que envergonham a língua. Os ricos são os que falam "certo", que sabem valorizar a língua. Os que mandam em nosso sistema político através dessa ideologia do falar "certo" e do falar "errado", acabam oprimindo a população taxando-a de incompetente linguística.
     Será que até na fala o capitalismo quer mandar? Quer. E os cursos de gramática da língua submissos aos programas de seletivos e concursos são uma prova disso. Portanto, tente construir um avisão diferente da língua. Uma visão revolucionária. Caso contrário, o título deste texto será uma  realidade na tua vida e você continuará levando "porrada" daqueles que se consideram  guardiões da língua portuguesa.
                                                                                                          Pense nisso!
 
                              Gilberto Cardoso, Estudante do curso de Letras da UEMA. 

Escrito por Gil Nunes às 19h55
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 Um conto curto para alongar sua mente.
 
     Cultura e Brasil não conseguiam se entender. Viviam brigando. Não entravam  em acordo sobre nada. Então, Brasil resolveu radicalizar. Seguiu os  conselhos do Tio Sam e arranjou uma gringa como amante. O romance foi meio difícil no começo e passoua ser insuportável com o passar dos meses. A gringa era muito mandona. Mandava no Brasil e ditava seus costumes.
     A  Identidade Nacional foi a primeira a deixar Brasil.Sentiu-se traída, abandonada. Sem identidade, Brasil afogou-se ainda mais nos braços da amante. Entretanto, o romance incomodava muita gente. Velho Mundo, esperto como ele só, ofereceu a Brasil seus dotes preciosos. E Brasil aumentou sua lista de amores. Chegou o dia em que Cultura não conseguiu mais disfarçar. Jogou na cara do Brasil seus casos extra-conjugais. Brasil negou, é claro. Mas como negar o que todos estão vendo? Cultura não aguentou e deixou Brasil.
     Sem Cultura, os filhos do Brasil ficaram sob a tutela da gringa. E Tio Sam conseguiu o que queria: expandir seu império de influência. Em algum lugar da mente, Brasil sabe que está sendo enganado. Sabe que quem o USA não o ama. Mas Brasil perdeu o ânimo sem Cultura. Seus filhos abraçam Tio Sam e suas idéias. E ouvem contos pra moldar as mentes.
     E Cultura? Está em algum lugar por aí, esperando que um de seus filhos a encontrem.  
 
                                              Gilberto Cardoso, professor de língua portuguesa da escola Padre Maurício.

Escrito por Gil Nunes às 19h55
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 Chega de Deus!
 Para o Brasileiro, Deus está presente em cada momento do dia:" conseguir subornar o guarda de trânsito, graças a Deus!; Deus me ajudou a passar na escola, ainda que eu não tenha realmente aprendido nada; Vou me vingar de quem fez mal pra mim, em nome de Deus". Usamos Deus pra tudo.. Até dizemos que Ele é brasileiro. Bom , se ele for, é um brasileiro omisso. Já viu a quantidade de problemas existentes no país? País considerado a maior nação católica-cristã da América. Entretanto, que tipo de Deus é adorado neste  país? Que diferença a fé em Deus trouxe para os brasileiros?
O problema é a relação entre a fé que tenho e aquilo que eu faço. O mesmo pilantra que desvia dinheiro público, que poderia ser usado para a melhoria de vida da população, é presente todos os domingos nas atividades da Igreja. O mesmo indivíduo hipócrita, imoral, invejoso, arrogante e outras coisas mais é o primeiro a contribuir com os dízimos e ofertas da igreja. A verdade é que se Deus fosse realmente seguido, não teríamos a sociedade que temos hoje. Então, chega de Deus. Os seguidores de Deus só atrapalham a nação. Dizem que matam em nome dele. Fazem acepção de pessoas por causa da cor, do sexo ou da religião. Tudo em nome dele. Só pensam em suas próprias necessidades e esquecem dos outros. Conjugam o pronome "eu", mas desconhecem o "nós".
Pare e pense na sua vida. É preciso conhecer DEus. Não o Deus das religiões, mas o Deus de amor que manifesta-se toda vez que você ama o seu próximo. Esse é o Deus que o mundo precisa. O mesmo que pode mudar sua vida.
 
                                      Gilberto Nunes,professor e um cristão cansado de "Deus".

Escrito por Gil Nunes às 19h54
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 Cara, como eles são ruins de bola! Mas, e daí?
 
     Só na Copa mesmo! A maior potência mundial foi abatida pela África. África que tanto sofreu nas mãos dos colonizadores, mas o time de Gana deu o troco em cima dos americanos. Também, bem feito pra eles. Quem mandou investir só em educação, em infra-estrutura, em armas, na economia, na cultura? Eles só ligam pro basquete. Aí, deu no que deu. E o Japão? Até agora deve estar com os olhos esbugalhados por causa do "massacre" imposto por nosso país. Entretanto, acredito que os japoneses não aprenderam a lição. Vão continuar gastando dinheiro com avanços tecnológicos, com saúde, em programas educacionais. Desse modo, nunca vão ser campeões. Deviam aprender com o Brasil. Em vez de perder tempo, aplicando esforço e esperança em vários setores, escolhemos um só. E olha aí o resultado! Mas não desvia o olhar para outras áreas, não. É no futebol que somos incomparáveis. Não importa a corrupção, a miséria, a violência, o caos na educação. Com o futebol, nós lavamos a alma. Mas parece que ela não fica limpa durante muito tempo. Então , por favor, mais Copas do Mundo. Assim nosso patriotismo pode crescer e quem sabe virar realidade um dia.
     Enquanto isso não acontece, vamos continuar rindo das grandes potências, que são uns pernas-de pau no futebol. Eles são ruins demais. Mas, e daí? Que diferença isso fez pra eles? A gente bem que podia trocar de posição com eles. Já imaginou? Não seríamos campeões da Copa, mas teria muita comida na copa de cada brasileiro.
                                                                                                                Pense nisso! 
 
Gilberto Cardoso, aluno da UEMA  e professor de português da Escola Padre Maurício.

Escrito por Gil Nunes às 19h53
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Querem matar o João!
 
     Pobre João! Nos últimos anos anda tão comentado, anda tão badalado. È o João do Maranhão. Mas será que realmente é o João? Ele parece um  pouco diferente. Ficou mais modernizado, virou produto de exportação. Sim, e que problema há nisso? O João não é o que temos de melhor? Vamos pensar um pouco, olhar além da aparência que nos é apresentada. O João que é cultuado é o original? Nos tempos atuais, "pequenas inovações" tem descaracterizado o João. Para levantar as coisas, tiramos algumas. Roupas, por exemplo. Colocamos uma pintada de sensualidade ( para alguns necessária) nas coreografias das danças. E pronto! Temos um João renovado. Ei! Mas onde é que  fica a preservação da cultura da terra? Não fica! Para atender as "exigências do mercado" precisamos "endireitar" a cultura, torná-la mais comercial.
     É por isso que estão matando o João. Não fisicamente, mas na essência. Tirando dele aquilo que que lhe é próprio. É preciso preservar o João. Ele guarda a cultura do estado. Em meio a tantos grupos musicais com nomes esquisitos é complicado preservar os ritmos da terra. Ou alguém aqui ( incluído-me) conhece, decorada, uma toada legítima?
     E o pior: Ainda usam o João para esconder a realidade. Pobre João. O que será dele no futuro? Alias, João tem futuro?
                                                                                                                            Pense nisso!
 
 
Gilberto Nunes, estudante do curso de Letras da UFMA.


Escrito por Gil Nunes às 19h53
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Curta Cultura.
 
Estão batendo em você. Diariamente. E lhe oferecem curativos para poder bater novamente. Você não percebe pois está ocupado em não se deixar "manipular " por ninguém. Não nota as correntes, porque são invisíveis. Localizam-se na sua mente, a melhor prisão do mundo. A verdade é que a melhor maneira de aprisioná-lo é dando-lhe uma sensação de liberdade. Quanto mais "livre" você acha que é, mais envolvido na teia fica. O "Múltipla Escolha" não lhe dá alternativas. Retrata uma realidade fantasiosa de um país que insiste em existir, ainda que nunca existirá. Você engole tudo o que é transmitido ou para  pra mastigar? Os Leões, Ratos e outros animais da vida transformam as noites em um festival de bobagens. O argumento usado é que é disso que o povo gosta. Mas como gostar de caviar, se só me oferecem ovo frito? Você até poderia mudar de programa, mas pra qual? O lixo é o mesmo. Só mudam as latas.
Porém, existe o canal proibido. As pessoas passam por ele e viram o rosto. A simples menção do seu nome causa horror às massas populares. A única rede que Tem V alor Educacional não é campeã no Ibope. Entende-se o porquê de tantos cegos no país.
Curta a cultura brasileira, mas não essa cultura curta. A  Moldar TVamos  continua na sua, na dele, na mente de várias pessoas. Que tal jogarmos bombas nos E.U.A. pra resolver o problema?                                   É. Essa seria a solução deles. A nossa é outra. A diversidade cultural é boa, traz benefícios. A supremacia e colonização cultural, não. Abra sua mente. Amplie seu leque cultural, mas guarde o melhor assento para o Brasil. Nossa terra, nossa gente agradece a primazia.
 E,  quem sabe um dia, o Brasil possa se vê em sua própria  TV.
                                                                                                          Pense Nisso.
 
Gilberto Nunes, professor de língua portuguesa e admirador da cultura terrestre


Escrito por Gil Nunes às 19h52
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Quebrando na idéia.
                               "Na hora da prova, o cara do lado bancou sujeira e não quis passar pesca?Deixa quieto! No intervalo, você dá um corretivo nele. O moleque gaiato xingou tua mãe? Não vacila! Quebra logo a cara dele pra ele ter respeito. O filhodamãe tá zoando com a tua cara? Nem pensa! deixa logo ele banguela. Ou você prefere levar o desaforo pra casa, pra debaixo da proteção da mamãezinha, tipo um bebêzinho chorão que fez totô na fraldinha?"
      ( "Conselho" extraído do site www.queroquebraracaradealguem.com.br )
 
     Vivemos em uma cultura de violência. Queremos ver sangue jorrando, braços quebrando, dentes caindo. Desde, é claro, que não seja conosco. É como se fosse um filme, onde o vilão sempre tem que se ferrar. Tem que ser punido pelo mal que cometeu. E, de preferência, punido com bastante violência. O problema é que na vida real, as mortes também são reais. A criançada de hoje está tão acostumada com a violência que a descoberta de um cadáver nas ruas parece um evento de entreternimento.
     É preciso parar com essa banalização da violência. A tolerância, o diálogo devem ter vez em nosso meio. Não adianta matar o bandido. è preciso impedir que ele nasça. E nós podemos fazer algo a esse respeito. Desenvolva a prática do " quebrar na idéia". Ou seja, resolver as diferenças, os conflitos através  do diálogo. É difícil, mas acredito que é possível. Desse modo estaremos construindo uma sociedade onde textos como este não precisarão ser escritos.
                                                                                                     Pense nisso!
           Gilberto Nunes, professor de língua portuguesa.   


Escrito por Gil Nunes às 19h51
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 A Coca não cola e outros absurdos dos dias atuais.
 
     Não vacila. Ninguém pode deixar o seu kit torcedor padrão de lado durante os jogos da Copa: camisa,lenço  ou qualquer outro adereço com os símbolos da nação e a garrafinha na mão. Porque patriota que é patriota torce com Coca-Cola. Ter emoção pra valer é a onda do momento. Por isso convocamos todos os brasileiros a abraçarem a multinacional estrangeira, ainda que seus imensos lucros passem longe de nossa escola, de sua casa, de nossa nação. Eis a "mágica" do capitalismo desenfreado de nossos dias: consegue rimar Coca com patriotismo, com nacionalismo. Porém, olhando bem de perto, a mensagem não cola. Assim como a postura do Brasil no Haiti. Louvamos a iniciativa da Organização das "Nações Unidas", mas pedir justamente a ajuda do Brasil para promover a justiça social? Alguém tem o telefone da ONU? Nós é que precisamos  das tropas de paz. É Hipocrisia oferecer a outros países o que não temos ainda. A justiça social ainda não chegou ao Brasil e , ao que parece, parou em algum lugar distante da América Latina. Ainda mais agora que começou a caça aos votos. E você é um alvo em potencial. Mesmo que digas "não me interesso por isso", você é um ser político. É uma "pipoca" levada a pular numa panela. Revolte-se contra os pipoqueiros de plantão que de quatro em quatro anos jogam o óleo do discurso sobre nós. Nós que na maioria das vezes não temos um real no bolso. Mas agora, é só olhar pro espaço. Foi pra lá que o governo jogou trinta milhões. O astronauta brasileiro não pôde  ir pra Lua, mas foi pelo Lula. Tudo pra ajudar na reeleição do presidente que nada vê, que nada sabe. E que nada cheira também. Só assim pra não perceber o odor das pizzas no Congresso Nacional. Portanto, não seja um simples ladrão. Seja um deputado. Assim você rouba e é inocentado. É o que se paga por existir imunidade no país da impunidade. Impunidade que passa nos noticiários da TV. TV em que você não consegue se vê.  Por quê? A realidade não dá Ibope. Mas  Sinhá, Moça, O Cidadão Brasileiro  Entre Cobras  e Lagartos prefere uma Belíssima Prova de Amor. Há Rebeldes, mas pra esses damos Malhação. Malhação no cérebro pra que ele não funcione direito. Cuidado! O monstro caolho tem jogado seus raios de influência sobre todos nós. Domine-o ou ele domina você. Dominação. Supremacia. Superioridade. Estas palavras insistem em aparecer toda vez que se olha o quadro político-econômico das riquezas mundiais. E você sabe pra quais países essas três palavras se rendem. O nosso continua na luta, mas como alcançar os degraus mais altos se não há investimento? Infelizmente, somos campeões em outras modalidades: fome , miséria, violência, corrupção. Ei! Mas levante a cabeça. No fim do túnel existe uma luz indicando a saída. E nós estamos com a lanterna na mãos. Como  diz a propaganda "miguélenta" do governo: " O brasileiro nunca desiste".  O problema é que aparentemente ela é a resposta pra pergunta " Vamos dar chance para o brasileiro?"  E o Governo responde: O brasileiro? Nunca! Desista!
     E assim muitos vão levando a vida, até que ela os levem pra algum lugar. Ou pra lugar nenhum.
                                                                                                                                       Pense Nisso!
 
             Gilberto Nunes, estudante de Letras da UFMA.
 
 

Escrito por Gil Nunes às 19h51
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Apenas um garoto.
 
     Inverno de 2004.
 
Apesar do frio intenso da madrugada, o garoto não sentia incômodos. Não sentia nada. Estava morto. O corpo ensanguentado perdeu os sonhos, as esperanças, a vida. Foi silenciado pelo som de uma bala. Silenciado, silêncio. É o que não acontece, hoje, no Congresso Nacional. Lá, o barulho das CPI'S sacode o país. Todos em busca de provas concretas de corrupção. Procuram provas para o que comprovado estar . Nosso país é corrupto. Nasceu em um processo de colonização corrupto. Virou república corrupta e, provavelmente, vai continuar a ser.
Discursos políticos inflamados não irão mudar a  nação. Caras "pintadas" nas ruas também não. A mudança não pode ser superficial. tem que ser na estrutura. Ela é que estar podre, fadada ao fracasso. E nossos pequenos atos corruptos do cotidiano só pioram ainda mais a sociedade. Portanto, não se engane. A atual campanha contra a corrupção nos cofres públicos não vai transformar o país. Haverá muita fumaça, mas pouco fogo.  Como as regras do jogo são injustas, o resultado também será.
E a corrupção continuará gerando miséria que por sua vez gera violência, que abate jovens como o do começo do texto. Mas, e daí, né? Era apenas um garoto. Como tantos que há no país.
Entretanto, imagine se em vez de Mensalão, houvesse Educação? O que esse garoto poderia ser?
Quer saber? Não imagine! Era apenas um garoto.
 
 
            Gilberto Nunes, aluno da Ufma do curso de Letras

Escrito por Gil Nunes às 19h50
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É melhor perder a piada.
 
Gorducho.Palito.Cabeção.Nanico. Você conhece tais apelidos. Conhece até mesmo outros piores. São comuns em quase toda roda social. Atire a primeira pedra aquele que nunca fez um piada sobre as características físicas de outra pessoa. No mundo isso já é normal. E muito prejudicial. A violência moral, além de causar danos a auto-estima do indivíduo, gera a intolerância entre as pessoas. Não conseguimos aceitar o outro do jeito que ele é. Temos que curtir com a cara dele, zombar de suas características físicas que não são compatíveis com o padrão de estética estabelecido pela mídia, que utiliza a imagem como palha  para alimentar o sistema comercial mundial.
O primeiro passo na solução para o problema  é a tolerância para com as diferenças existentes nas pessoas. Todos temos o mesmo valor, mas possuímos diferenças que nos individualizam. Respeitar tais diferenças é amar ao próximo. Amar ao próximo é amar a Deus. gatamos muito tempo rindo da cara dos outros e não dizemos o quanto eles são importantes, especiais para nós.
A sociedade estimula você à pratica da violência moral. Mas você não é obrigado a ir atrás. existe uma outra alternativa: o amor. Você pode amar as pessoas. Elogiá-las. Valorizar suas qualidades e não seus defeitos.
O velho ditado" Perca o amigo, mas não perca a piada" deve ser deixado. Levando em conta a situação da humanidade atual, é melhor perder a piada.
                                                                                     Pense nisso.  
 
Gilberto Nunes, professor da Escola Padre Maurício  e aluno do curso de Letras da UEMA

Escrito por Gil Nunes às 19h50
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 " Tá longe, Papai Smurf ?"
 
Você se lembra dos Smurfs? Eram criaturas azuis, parecidas com homenzinhos , que viviam numa floresta e se escondiam do temível Gargamel, que queria capturá-los para usá-los em alguma porção mágica. Cada Smurf representava uma faceta da personalidade humana. Havia o Smurf vaidoso, o preguiçoso, o inventor, o gênio. O líder e Smurf mais sábio era o Papai Smurf, que de vez em quando inventava umas caminhadas pela floresta para fortalecero físico dos Smurfs. Entretanto, mal começava a caminhada, algum Smurf perguntava: "Tá longe, Papai Smurf?". A resposta sempre era um sonoro "Não", ainda que a distância a percorrer fosse enorme.
Nós somos Smurfs nesta sala. Todos de forma consciente ou não estamos em um acaminhada rumo a um objetivo que parece estar longe, mas aproximá-se a cada momento. Todo professor deve ser um Papai Smurf, que guia seus "smurfinhos", mas não puxa pelo braço. Ele vai na frente mostrando o caminho, mas quem anda são os smurfs. Quem anda é você. Os "Gargaméis" sempre vão surgir para tentar capturá-lo, tirá-lo da caminhada. Entretanto se você fixar o alvo na mente, você chega ao objetivo final.                                É normal perguntar " se o alvo estar longe" ou até mesmo achar que não vai dar pra alcança-lo. É "a pedra que havia no meio do caminho" retratada no poema de Drummond. O que você vai fazer diante dela? Vai deixar que ela atrapalhe a sua caminhada? Ou vai ultrapassá-la?
Não pergunte se o objetivo estar longe! Observe o esforço que você tem feito para alcançá-lo.
 
                                        Valeu. Deus te ama muito e caminha junto com você.
 
Gilberto Nunes, professor da Escola Padre Maurício.
 

Escrito por Gil Nunes às 19h49
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Democracia de papel.
 
     Contaram uma piada no país. Disseram que a democracia existe e que está firme na sociedade. Afinal de contas, existem eleições diretas. O povo tem direito de escolha. Ou pelo menos acredita que tem. Na verdade, a democracia é um sonho a ser conquistado. E um sonho que não é impossível. Ela ainda não é realidade, porque as massas populares desconhecem seus direitos e deveres. São facilmente manipuladas, enganadas e induzidas a sustentar um poder político que só enriquece em cima da miséria da nação. Parece radicalismo afirmar a inexistência da democracia, mas só é necessário observar a sociedade de forma crítica. Uma sociedade democrática passa por um sitema de ensino de qualidade. Através dele, o indivíduo aprende a questionar, a formular pensamentos críticos, a não se deixar alienar. Quando o ensino não cumpre o seu papel, a sociedade perde porque , sem questionamento, os meios de manipulação social continuam a fazer seu trabalho de conformação. > Por isso que as eleições não são verdadeiramente democráticas. O povo vota, mas não sabe porque vota.  Desconhece , na prática, a importância do instrumento do voto. Desta forma surgem os absurdos eleitorais: políticos que representam oligarquias antigas no estado são eleitos para manter o poder nas mesmas gananciosas  mãos; Votos sendo "conquistados" por camaradagem, por processo de troca de favores ou por pressão tipo "vote em mim ou dê adeus para seu emprego." Parece até que não tem como mudar a situação atual. Mas só parece.
     Como sabemos "a luta constante muda a vida". Se cada indivíduo consciente tentar e conseguir abrir os olhos de outro podemos gradativamente transformar o sonho de uma sociedade mais justa em realidade. participe também da luta por um Brasil democrático de verdade. O maior beneficiado será você e a melhor recompensa  é um país melhor.
>
 
                                                                                           Pense Nissso.
 
                               Gilberto Cardoso, professor de língua portuguesa da Escola Padre Maurício.
    

Escrito por Gil Nunes às 13h50
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Campo de Batalha.
 
     Vigança. Revanche.Ódio. Desprezo. Desespero. Sentimentos comuns dos torcedores em campo ... de batalha. Quando chega o gol todos ficam em pé... de guerra. Que tal Alemanha X Polônia? Não se preocupe. Não estamos em 1939, quando a Polônia,coitada, foi massacrada pela Alemanha. Se bem que no futebol não mudou muita coisa.
     "Colônia X Colonizadores" é muito comum na copa. Costa do Marfim X França ou então Angola X Portugal. É a chance de mostrar quem é que manda. Mas deixando  a história de lado podemos ver o " confronto" de grandes rivais no futebol. Vai me dizer que você não quer a revanche? O Zidanne que se dane porque o Brasil vai com tudo. Ou melhor, só com o time para garantir a vitória porque, afinal das contas, se depender da situação do Brasil, o caneco.... Ai! ... não vejo mais nada. Só estrelinhas sobre a minha cabeça. >
 
 
Daniel Dantas, 13 anos, aluno da  sétima série da Escola Padre Maurício.


Escrito por Gil Nunes às 13h49
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 Chute um professor.
 
     Decididamente, professores não sabem lidar com o país. E o país não sabe o que fazer com eles. Professores são um mal pra sociedade. Um deles passou oito anos governando a nação e pediu que as pessoas esquecessem o que ele havia escrito no passado. Se bem que o povão não leu mesmo os seus livros. O problema dos professores está na falta do que fazer com eles. Colocá-los pra ensinar? Não. Isso é pedir demais. Esperar que deixem de ser professores? Impossível. Um professor sempre será um professor. E há deles em todas as áreas, de todos os tipos. Na TV , eles dominam as audiências. São professores-apresentadores que tem um conselho, uma opinião para tudo. Ainda que não entendam nada sobre o assunto.
>      É. Você está cercado. E o pir: ainda pode virar um. Mas a coisa não é tão ruim assim. O governo gosta dos professores. Eles são utéis para manter " o pão e o circo públicos". O povo começa a reclamar, coloca-se um professor para falar. Ou cantar. Ou dançar. As possibilidades são várias. E para valorizá-los ainda mais, os professores ainda geram alunos que serão professores mais  adiante. E um ciclo é formado. E pode ser quebrado. Os estudantes devem " chutar" os professores. Valorizar os educadores, que são uma espécie cada vez mais rara. Mas procurando dá pra encontrar. É o caso do Brasil. Porém, o quê esperar de uma nação onde o presidente não é um professor, mas age como se fosse?
 
Gilberto Cardoso, estudante de letras e educador da Escola Padre Maurício


Escrito por Gil Nunes às 13h46
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Eu já! E você?
 
     Ele era um garoto típico da sua idade: hormônios  em ponto de ebulição. Todo mundo já tinha "pego" alguém. Só ele que não! Até a "Dadinha", a menina mais requisitada  da comunidade, não quis nada com ele. Parecia que estava destinado a ser o último adolescente virgem. Era chamado de otário, cabacinha e outros nomes impublicáveis. Ficou de saco cheio e resolveu tomar um atitude. Procurou uma doidinha qualquer( com mais idade, é claro) e financiou , com sua preciosa masada uma campanha de divulgação de seus nobres  feitos sexuais. Com um pouquinho de  exagero , é  verdade. Mas, você sabe como é: a imagem é tudo!
     Parece brincadeira, mas o conflito emocional relatado acima é mais do que comum em nossos dias. Vivemos na era do "quanto mais cedo melhor'. Então por que com o sexo seria diferente? Como sempre, convido-lhe a pensar de outro modo. A maioria nem sempre estar com a razão. Ás vezes, nunca está! Pense um pouco. Mas pense focalizando em você. Estarias pronto para  uma relação sexual com tão pouca idade? Pronto para assumir as responsabilidades de um relacionamento em uma época inadequada?
     Pense. Você é obrigado a ter uma relação sexual só pra fazer parte da turma? Só pra aumentar o seu ibope? A sociedade impõe uma visão distorcida sobre sexos para adolescentes como você. Programas como "Malhação" ( Ou será " Ficação?" )  mostram uma visão utópica do sexo entre adolescentes. Onde estão as doenças sexuais que proliferam por causa da prática sexual antecipada e sem responsabilidade do sexo? Onde está a AIDS, que cresceu de forma absurda entre adolescentes dos 15 aos 17 anos?
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     Sexo é benção de Deus, mas deve ser praticado de  forma responsável, no momento adequado. Ser virgem não é algo vergonhoso. É uma postura pessoal  que deve ser respeitada. Todos nós desejamos fazer parte de um aturma. Mas a turma tem o direito de comandar suas opiniões, seu modo de pensar? Onde termina a amizade e começa a manipulação?
     Eu já tomei posição sobre isso. E você?
 
          Gilberto Nunes, professor da Escola Padre Maurício.
 

Escrito por Gil Nunes às 13h40
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