Tribo das Letras


08/09/2006


O Pior do melhor.
 
     Pense rápido! Quem são os melhores alunos da sua sala? Quem os rotulou de "melhores"? Você é um deles? Quer ser um deles?
     Antes que você responda, medite um pouco na origem dos conceitos "melhor" ou " pior". O que torna uma coisa melhor do que a outra? Quais os critérios usados para a construção do rótulo "melhor"?
     Imagine que você possui uma caneta e é feliz com  ela. Entretanto, vê o anúncio de um novo modelo com câmera filmadora, com capacidade de tirar fotos digitalizadas e até mesmo com acesso rápido a internet. Você percebe que o seu modelo é ultrapassado. Ainda escreve bem, mas o  outro é "melhor". Este conceito de melhor é sustentado pelo consumismo atual. Eu não preciso de  outra caneta, mas sou levado a achar que o modelo "melhor" é indispensável para a minha vida.
     Este mesmo conceito aplicado às pessoas é que vai gerar acepção e diferenciação. Pense bem! Pra quem o professor vai dar mais atenção: para os melhores ou para os piores alunos? E você? Vai querer formar equipes de estudos com os melhores ou com os piores?
     Percebeu o quanto somos preconceituosos? A atitude adequada é olhar todos como iguais. E não somente agora, mas durante toda a vida. E isso não é fácil. É preciso uma educação individual e uma vigilância constante. Esse conceito de "melhor" é usado pelo sistema dominante para gerar exclusão e competição que na maioria das vezes é desigual.
     A verdade é que não somos melhores. Não existe melhor. Temos saberes diferentes que podem se tornar iguais.
                                        Pense nisso.
 
Gilberto cardoso, professor da Escola Padre Maurício.

Escrito por Gil Nunes às 11h23
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03/09/2006


 A escola que não cola.
 
     O que você faz  sentado aqui? Só ouve? Alías, ouve? Produz idéias? Reproduz idéias? O que fazemos na escola? O que a escola faz em nós? É importante pensar no assunto porque  a maioria das pessoas passa  um tempo considerável " sentado nos bancos escolares" sendo ensinados. Ensinados? Não seria direcionados?.
     Para entender o problema , é preciso conhecer o conceito de "escola". Na cabeça de muita gente, escola é " o lugar onde vou receber ensinamentos". Observe bem: receber ensinamentos!   Nessa visão subentende-se que se vou receber é porque ainda não tenho. E o professor, símbolo maior do conhecimento e "dono" da informação,  é o centro do ensino. Mas, isso é ensino? Isso é escola?
     A palavra "educação" quer dizer " colocar para fora aquilo que  está dentro de alguém". Educar é ajudar alguém a desenvolver algo que ele já possui. Não é ensinar regrinhas pré-estabelecidas ou conceitos superficiais. Também não é levar alunos  a alcançarem médias padronizadas por um sistema educacional que visa mais  a quantidade do que a qualidade, notas boas do que aquisição de conhecimento..
     A escola que ensina a reprodução de pensamentos é ideal para manter um sistema desigual gerador de miséria. Somos mantidos aprisionados em um sistema  educacional que fecha a visão  das pessoas. Lembra?  É o já famoso " estudo pra seletivo"  É a centralização das matérias essenciais e desvalorização de  outras. Não querem que você saiba, mas a revolução começa nas escolas.
     É necessário voltar a pergunta inicial: " o que você faz sentado aqui?"  Este é o ponto principal. A visão que você  tem da escola  é que vai guiar sua conduta de vida. A escola que produz pensamentos não vai te dar respostas prontas. Vai te ajudar a  fazer perguntas. A entender o que está por trás  da "realidade" que nos é apresentada.  É  este tipo de escola que devemos tentar construir. Entendeu? Nós  devemos construir.  Não depende só do professor. Você é peça fundamental também. Questione, discuta,pergunte, informe-se, critique, participe, construa, compartilhe ensinamentos.  Esse tipo de escola que reproduz idéias do sistema dominante não cola. Ou pelo menos não deveria colar na mente de quem realmente quer mudar o quadro triste que temos no país.
           Pense Nisso.
 
 
Gilberto Nunes, professor de Língua Portuguesa da Escola Padre Maurício

Escrito por Gil Nunes às 13h42
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 Venha para o P.D.C.
 
     Seguinte: O Maranhão está no rumo certo, nosso município caminha para o progresso e o país finalmente entrou num verdadeiro processo de mudança. Pronto! Agora vamos repetir isso várias vezes até virar realidade. Não! Eis uma idéia melhor: apenas mentalize o que você leu acima. Tenha pensamento positivo  e num passe de mágica o sonho vira realidade. Peraí, e se não virar? Bem, então é necessário ver o que não querem que você veja. O Maranhão continua debaixo dos mandos e desmandos de um mesmo grupo político oportunista, ganancioso, que apóia todo governo que vai beneficiá-lo. E a mesma visão temos no município. Asfalto é bom, mas não é tudo. O negócio é que obras faraônicas dão Ibope e são um belo painel de trabalho. No Brasil, as obras públicas funcionam assim: se não super-faturadas ,são super-valorizadas. Não investe-se em algo duradouro, como a educação. Educação não dá ibope. Traz é dor de  cabeça. Já  imaginou? Como vão ludibriar um povo educado? Por isso gasta-se  reais em propagandas, músicas, campanhas. Tudo para acreditar que as coisas estão melhorando. E se eu achar que  tudo está bem, porque vou querer mudar? Vamos lá. Seja um chato. É melhor do que ser mula, que carrega nos lombos as trapalhadas do Lula.
     Formemos um partido. O P.D.C.( Partido do Contra). Não vamos ter plano de governo. Seremos apenas contra tudo o que está aí. E  quando repararem na gente, começaremos a emitir opiniões. Se não tivermos nenhuma, paciência. É melhor calar do que falar demais. O PT está aí pra servir de exemplo.
 
Gilberto Nunes, professor de língua portuguesa

Escrito por Gil Nunes às 13h05
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